Quarta-feira, Agosto 05, 2009
nascimento da(s) deusa(s)
a poesia nasceu junto com a mulher, resta saber quem arrancou a costela de quem!
arte circense
entre as fitas me fitas com sutileza. entre o chão e o céu, entre o profundo e a leveza. que seguram as fitas, afinal, entre seus veios? a veia da poesia se exercita e alcança o meio da melodia. rompe no ar o poema. teias de seda. sede de contê-la. mas a arte que te prende me nomeia. não fujo de seus olhos de viúva negra. nessa teia me consumo. nessa teia você reina.
caminhos
Um dia você encontra alguém e esse alguém te encontra. Logo desponta uma possibilidade: ficar junto sem força, de verdade. Mas eis que surge algo inexplicável, como sempre é. E você se desencontra desse alguém: uma imagem cheia de pontas. E na impossibilidade de retê-la, vai se apagando, longe, como uma estrela.
vai uma rapidinha, aí?
Eu subo bem algo pra gritar que é amor, eu vou de escada pra elevar a dor... Porém o que vejo é tantos descerem tão baixo. Esses dias, zapeando (já que navegar está tão batido) pela net, topei com uma comunidade Te amo não é Bom dia. Deixo aberto para as conclusões que quiserem tirar, mas não acabo a crônica aqui.
O termo zapear me remete a um conto de Moacyr Scliar, chamado ZAP. Tudo é muito simples hoje em dia. É como trocar de canal. Encheu, manda pro pau. Estou num canal, não gosto — zap, mudo para outro. Não gosto de novo — zap, mudo de novo. É tanta masturbação que a onda da rapidinha tomou conta. Me dá um beijo? Olha, mas bem rapidinho... Pô, brother, faz uma cara que não nos vemos... que tal marcar um chop aí? Tá, posso dar um pulinho bem rapidinho na tua casa no sábado...
Para que uma coisa mais durável? O perene emplacou com disco duplo de ouro. Toca em todas as rádios. Toca uma pra mim... Se for bem rapidinho, até rola. Pra que música esticada? Estamos tão retraídos.
Até que ponto chega um grito de amor? Que sacrilégio! Amor deve ser sussurrado. Amor é divino, já dizia Rita Lee e Arnaldo Jabor. Tá já dizia o Raul também: quando a gente se tornar rima perfeita...Mas em meio a essa febre de violência, até o carinho se tornou agressivo. Puxa pelo cabelo. Mete a mão na bunda. Dirige-se à dita pessoa amada com palavrão. Espalha e ficcionaliza o que houve entre quatro paredes.
Por que subir de escadas. Se há elevador. É muito mais rápido. È rapidinho. Não há o intuito de prolongar. É a onda do precoce. Mulher tem orgasmo?... Já ouvi falar, mas nunca vi! Também pudera...
O termo zapear me remete a um conto de Moacyr Scliar, chamado ZAP. Tudo é muito simples hoje em dia. É como trocar de canal. Encheu, manda pro pau. Estou num canal, não gosto — zap, mudo para outro. Não gosto de novo — zap, mudo de novo. É tanta masturbação que a onda da rapidinha tomou conta. Me dá um beijo? Olha, mas bem rapidinho... Pô, brother, faz uma cara que não nos vemos... que tal marcar um chop aí? Tá, posso dar um pulinho bem rapidinho na tua casa no sábado...
Para que uma coisa mais durável? O perene emplacou com disco duplo de ouro. Toca em todas as rádios. Toca uma pra mim... Se for bem rapidinho, até rola. Pra que música esticada? Estamos tão retraídos.
Até que ponto chega um grito de amor? Que sacrilégio! Amor deve ser sussurrado. Amor é divino, já dizia Rita Lee e Arnaldo Jabor. Tá já dizia o Raul também: quando a gente se tornar rima perfeita...Mas em meio a essa febre de violência, até o carinho se tornou agressivo. Puxa pelo cabelo. Mete a mão na bunda. Dirige-se à dita pessoa amada com palavrão. Espalha e ficcionaliza o que houve entre quatro paredes.
Por que subir de escadas. Se há elevador. É muito mais rápido. È rapidinho. Não há o intuito de prolongar. É a onda do precoce. Mulher tem orgasmo?... Já ouvi falar, mas nunca vi! Também pudera...
vai um picolé, aí?
Devido ao calor essa crônica necessita ser curtíssima. Mas não vou tão direto ao assunto. Quem não é adepto das preliminares? Embora os hits do momento prezem tanto o imediato. Fotos instantâneas. Macarrões instantâneos. Bulidas instantâneas. Parte-se direto pros finalmente. Sem rodeios. Nem antes eles ocorrem mais. Elas já nem usam bolsa. Seria até ridículo. Trajando uma roupa tão leve e uma baita bolsa. Cada um pesca do seu jeito.
E não é que lá estão as frutas novamente em cena. “Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Essa colocação ficou uma uva. Já sabem onde quero chegar. Que tal um novo toque para o seu celular. Se liga no refrão: “Na sua boca eu viro fruta Chupa que é de uva Chupa, chupa Chupa que é de uva Na sua boca eu viro fruta Chupa que é de uva Chupa, chupa Chupa que é de uva Chupa, chupa Chupa que é de uva...”
E eu que queria recordar os tempos de infância. O carrinho do picolé. O isopor. A quase gaita de boca do sorveteiro. Alguns eram verdadeiros músicos. Pena que não se ligaram num jingle assim. Suas vendas iam bombar. “Sensual, o movimento é sensual Sensual, o movimento é bem sexy Sexy, o movimento é bem sexy”. Imaginaram a cena. Um baita clip. Só faltaria “una “cosita”... “É, a musa do verão, calor no coração” chupando um de uva na maior empolgação. Então vamos esquentar um pouco mais: “Devagarinho até embaixo, embaixo, embaixo Devagarinho até encima, em cima, encima”. E pra fechar, uma declaração de amor: “meu amor, esse amor tá 40° graus de febre...”. Só no caldinho.
E não é que lá estão as frutas novamente em cena. “Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Essa colocação ficou uma uva. Já sabem onde quero chegar. Que tal um novo toque para o seu celular. Se liga no refrão: “Na sua boca eu viro fruta Chupa que é de uva Chupa, chupa Chupa que é de uva Na sua boca eu viro fruta Chupa que é de uva Chupa, chupa Chupa que é de uva Chupa, chupa Chupa que é de uva...”
E eu que queria recordar os tempos de infância. O carrinho do picolé. O isopor. A quase gaita de boca do sorveteiro. Alguns eram verdadeiros músicos. Pena que não se ligaram num jingle assim. Suas vendas iam bombar. “Sensual, o movimento é sensual Sensual, o movimento é bem sexy Sexy, o movimento é bem sexy”. Imaginaram a cena. Um baita clip. Só faltaria “una “cosita”... “É, a musa do verão, calor no coração” chupando um de uva na maior empolgação. Então vamos esquentar um pouco mais: “Devagarinho até embaixo, embaixo, embaixo Devagarinho até encima, em cima, encima”. E pra fechar, uma declaração de amor: “meu amor, esse amor tá 40° graus de febre...”. Só no caldinho.
assim eu quereria a minha última crônica
Nunca podemos descartar a metaliteratura e a intertextualidade. Os gregos sempre serviram de modelo para os romanos. O chamado “boom” da literatura hispano-americana, liderado por Borges, Cortázar, fez o caminho inverso - da colônia à metrópole - incentivando a chamada Literatura Contemporânea Espanhola. Cada nova criação literária é mexer, remexer e reremexer, se for necessário, no balaio de gatos. Aquela frase desgastada – Não há nada de novo na Literatura, tudo já foi dito antes lá pelos gregos. Um exemplo? “Gota D’água”, de Chico Buarque, “uma Medéia moderna e brasileira”, como Eduardo Francisco Alves nos aponta. Ou seja, o grande escritor está justamente expresso nessa capacidade de remodelar o que já foi dito. Como Chico Buarque fez em “Gota D’água”.
Há os que se valem da intertextualidade. É exatamente aí que quero me deter. “Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso”. Assim fecha-se a crônica de Fernando Sabino. Sabemos, é claro, que na verdade ela abre-se assim. Esse final fica a martelar a mente do leitor. Um sorriso puro hoje em dia... Um sorriso hoje em dia...
Paremos pra pensar nos títulos do poema de Manuel Bandeira: “O último poema” e da crônica de Sabino: “A última crônica”. Bandeira inicia seu poema com o verso “assim eu quereria o meu último poema”. Sabino “fecha” sua crônica com um trecho quase análogo. Para Bandeira, esse último poema seria um poema que contivesse em perfeita harmonia as adversidades, as antíteses; o mais puro, as coisas despidas de nossa carga de valores. Em Sabino, o sorriso puro é oriundo de um pai que rompeu toda a vergonha, todo o preconceito, toda a impossibilidade de ser feliz; um sorriso como a “flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto” e fura “o tédio, o nojo e o ódio”.
Assim eu quereria minhas últimas palavras: prenhes de grandes escritores.
Há os que se valem da intertextualidade. É exatamente aí que quero me deter. “Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso”. Assim fecha-se a crônica de Fernando Sabino. Sabemos, é claro, que na verdade ela abre-se assim. Esse final fica a martelar a mente do leitor. Um sorriso puro hoje em dia... Um sorriso hoje em dia...
Paremos pra pensar nos títulos do poema de Manuel Bandeira: “O último poema” e da crônica de Sabino: “A última crônica”. Bandeira inicia seu poema com o verso “assim eu quereria o meu último poema”. Sabino “fecha” sua crônica com um trecho quase análogo. Para Bandeira, esse último poema seria um poema que contivesse em perfeita harmonia as adversidades, as antíteses; o mais puro, as coisas despidas de nossa carga de valores. Em Sabino, o sorriso puro é oriundo de um pai que rompeu toda a vergonha, todo o preconceito, toda a impossibilidade de ser feliz; um sorriso como a “flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto” e fura “o tédio, o nojo e o ódio”.
Assim eu quereria minhas últimas palavras: prenhes de grandes escritores.
Domingo, Março 01, 2009
com as patas para cima
de repente se viu com as patas pra cima. gritou por socorro. nem o próprio compreendia.
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009
apanhado de minicontos
Imprevistos
quando soou a campanhia, abriu-se a janela. essa tecnologia desenvolve cada uma...
O filho que não veio
pararam de tomar a pípula.
espelho do mundo
quando olho para a janela, o que vejo me espanta.
amor
cenas do próximo capítulo...
quando soou a campanhia, abriu-se a janela. essa tecnologia desenvolve cada uma...
O filho que não veio
pararam de tomar a pípula.
espelho do mundo
quando olho para a janela, o que vejo me espanta.
amor
cenas do próximo capítulo...
hospício
o freguês tem sempre razão.
corpo e alma
até que a morte os separe.
Quinta-feira, Janeiro 08, 2009
frag ment ação
por que querer da lua
um rosto, um aroma, uma identidade?
fazem juras eternas, empunham sentimentos etéreos,
e para quê?
quem cobrou o quê? é você que se afoba,
come segundos com tamanho ímpeto.
na desordem dos seus sonhos,
caça escritos em papel carbono
para estampar um amor, mais puro suborno
entre almas ausentes de adorno.
no branco da lua não há o que você vê
- nem se vê nada -
é apenas uma ilusão sequer escapulida do casulo.
um rosto, um aroma, uma identidade?
fazem juras eternas, empunham sentimentos etéreos,
e para quê?
quem cobrou o quê? é você que se afoba,
come segundos com tamanho ímpeto.
na desordem dos seus sonhos,
caça escritos em papel carbono
para estampar um amor, mais puro suborno
entre almas ausentes de adorno.
no branco da lua não há o que você vê
- nem se vê nada -
é apenas uma ilusão sequer escapulida do casulo.
acolhida
no cavalo da vida aventurar-se.
rasgar rios. descortinar horizontes.
pedir um copo de insônia quando do momento decisivo.
lombo projetado, carrega o peso que lhe cabe.
colecione seus pobres amores,
impossibilidades tidas como indiferenças
do destino amor.
cavalgue. arranhe a relva
flores cultivou a provar sua falta de zelo.
se notar a palidez nas veias do animal,
assente ao chão como a fibrosa folha ressecada.
a terra sempre sabe acolher.
rasgar rios. descortinar horizontes.
pedir um copo de insônia quando do momento decisivo.
lombo projetado, carrega o peso que lhe cabe.
colecione seus pobres amores,
impossibilidades tidas como indiferenças
do destino amor.
cavalgue. arranhe a relva
flores cultivou a provar sua falta de zelo.
se notar a palidez nas veias do animal,
assente ao chão como a fibrosa folha ressecada.
a terra sempre sabe acolher.
áspera nau
desvirtue o pretexto, aspereza de ausência;
fenda na riqueza, plenos olhos imaturos.
olhe no espelho, se convença
todo gesto sutil é pouca luz
contida na cripta do passageiro.
não! a seu gosto, se pronto não evapora,
estampa no ar reminiscências.
deleite labial entorpecente.
ilude tato, amanhece cinza.
segue-se carência, espaço ralo
ínfima nostalgia.
fenda na riqueza, plenos olhos imaturos.
olhe no espelho, se convença
todo gesto sutil é pouca luz
contida na cripta do passageiro.
não! a seu gosto, se pronto não evapora,
estampa no ar reminiscências.
deleite labial entorpecente.
ilude tato, amanhece cinza.
segue-se carência, espaço ralo
ínfima nostalgia.
confluência
a fala da flor, um tanto cortada,
suprime assim possa expressar o todo.
evita-se excesso. tempo pouco.
rói-se o osso. hospeda-se despedida.
pétalas sílabas desabrocham ilícitas,
abrem-se em mistério, quebram expectativas.
o vocábulo da flor poda conquistas,
pega ao avesso, desliza pela vista.
em silêncio tanto mais comunica.
porto de espera, confluência marítima.
suprime assim possa expressar o todo.
evita-se excesso. tempo pouco.
rói-se o osso. hospeda-se despedida.
pétalas sílabas desabrocham ilícitas,
abrem-se em mistério, quebram expectativas.
o vocábulo da flor poda conquistas,
pega ao avesso, desliza pela vista.
em silêncio tanto mais comunica.
porto de espera, confluência marítima.
Segunda-feira, Janeiro 05, 2009
dicionário poético
baile noturno: lua rabiscada. pingo novato, ferida calha.
puLga: o próprio nome dimensiona um salto.
poesia: fera indomada sacode o poema.
adeus aurora: transitava refletida em bolha de sabão.
pingüim: pingar um pingo preto na alva geleira.
níver: (se apenas a palavra tivesse sofrido redução...)
adolescer: de teus olhos um sol. rajadas de ternura, inusitado farol.
puLga: o próprio nome dimensiona um salto.
poesia: fera indomada sacode o poema.
adeus aurora: transitava refletida em bolha de sabão.
pingüim: pingar um pingo preto na alva geleira.
níver: (se apenas a palavra tivesse sofrido redução...)
adolescer: de teus olhos um sol. rajadas de ternura, inusitado farol.
Terça-feira, Dezembro 30, 2008
isso é ser polido?
- Será que eu poderia estar contando com a atenção de vocês? Gostaria de estar expondo para vocês um assunto super na moda no momento: a polidez. Sem ela vocês podem vir a estar sendo vistos com maus olhos em suas profissões. Para um sucesso profissional você precisa estar fazendo uma reciclagem. Se acaso você não estiver se interessando pelo que falo ou não estiver botando muita fé no que eu estou expondo pode estar comprometendo sua satisfação profissional. Se uma pessoa lhe faltar com respeito você poderá estar mandando essa pessoal pro diabo que o carregue. Se um produto der problemas, você poderá estar ligando para a assistência. Se o teu parceiro parecer que lhe está sendo um pouco infiel, você vai poder estar se dirigindo a ele de um modo mais polido, evitando-se assim a possibilidade de ele vir a estar te enrolando mais uma vez. Infelizmente a onda do momento - não ligue para o que os gramáticos e lingüistas falam - é estar sendo cada vez mais polido. Você poderia ter podido se livrar daqueles problemas que acabaram vindo a surgir na sua vida. Você poderia ter podido... Agora você está fo... E se não estiver acordando logo pra vida, logo você poderá estar mais fu... Foi um prazer poder estar falando de forma polida com você. Por favor, se acaso minha conversa estiver incomodando vocês, vocês poderão estar ligando para um de nossos atendentes nesse exato momento... Agora estarei me despedindo de vocês com uma saudação polida: Ummmmm suuuuuuuuuuuuuuper aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaabraaaaaaaaaaaaaaaaaçooooooooooooo!
a arte de debulhar milho
Infância no sítio. É impossível acordar tarde. O galo cantando. O cheiro de café. O chiado do radinho ao fundo ou a viola chorando suas mágoas. Aparentemente tudo na mais perfeita harmonia.Mas já que tenho que direcionar a crônica, peguemos o caminho do milharal. Escolhe-se a melhor espiga. Depois de debulhada, vira sabugo. Sendo esperto, ainda pode transformar-se em rolha de alguma garrafa de bebida. Nada se perde, tudo se metamorfoseia.A arte de debulhar milho consiste no seguinte: deve-se evitar ao máximo a perda de um grão sequer. É com o tempo que se pega o molejo na mão. Vocês já devem ter ouvido a expressão: jogar pérolas aos porcos. Aqui jogaremos milho às galinhas. Eu prefiro essa metáfora à outra. Podem questionar a condição dessa última construção sintática como sendo uma metáfora. Estão no direito. Contudo, entretanto, porém afirmo que o equívoco vem da parte de lá. Claro, explicarei. Jogar pérolas aos porcos significa, numa de suas interpretações, ensinar muito a quem não quer ou não aprende nada. Jogar milho às galinhas é mais forte. Mais produtiva. É uma metáfora dependente de outros fatores. Não se esclarece apenas em si. Necessita da arte de debulhar milho. Perdoem a comparação, mas acho que a de cima já foi pior. Estou pensando em educação. Está o professor com a espiga na mão. Apostos, no terreiro, seres sedentos. O professor deve ter o molejo. Não se deve jogar muitas pepitas de ouro para um único ser. Ou para um bando. Exige-se saber dosar. Uma parte da arte de debulhar milho se configura desse modo. Surge então a pergunta: o que sobra para o professor? Alguns questionarão: o sabugo. O professor esgota o que sabe. Sua fortuna troca de mãos. Outro equívoco. Com todos os alunos bem satisfeitos, não sobrará o sabugo na mão do professor. E sim uma espécie de cortiça. Como isso se dá? É simples. Na vida sempre necessitamos de um feedback. Um professor inexperiente ou cainha nunca acertará na dosagem. Evitará ao máximo cometer um erro, um equívoco. Acabará cometendo o pior de todos. Em suas mãos se deparará com um sabugo. Será esse seu feedback.O grande professor, por seu lado, ficará espantado. O suposto “sabugo” que se encontra em sua mão também será cobiçado.A arte de debulhar milho nunca se fecha. É como se fosse um espiral. E por falar em espiral... Acabei de revelar o molejo que se deve ter nas mãos. Então, professores, abandonem o “pavonismo” e a arte de jogar pérolas aos porcos. Não há como fugir da natureza. Nosso próprio DNA é espiral!
tem assim um olhar sem pressa de cativar
tem assim um olhar sem pressa de cativar
ao menos julga sê-lo.
da lição das ondas, mãos obstinadas
quando afagam, afogam
a carência efêmera a incomodar.
não segue o ciclo da natureza
teu sorriso sempre primavera
adoça os ríspidos impasses afoitos.
teme aventurar-se na própria lucidez
não se acha capaz
e capacita-se quando me enleia.
na voz move carrosséis
é mulher de garra e feito
mas gesta a menina que encanta.
sabe-se linda quando mergulha em si
é sábia que o exterior é pouco
agiganto-me ao absorver-te em teu beijo.
ao menos julga sê-lo.
da lição das ondas, mãos obstinadas
quando afagam, afogam
a carência efêmera a incomodar.
não segue o ciclo da natureza
teu sorriso sempre primavera
adoça os ríspidos impasses afoitos.
teme aventurar-se na própria lucidez
não se acha capaz
e capacita-se quando me enleia.
na voz move carrosséis
é mulher de garra e feito
mas gesta a menina que encanta.
sabe-se linda quando mergulha em si
é sábia que o exterior é pouco
agiganto-me ao absorver-te em teu beijo.
Terça-feira, Junho 24, 2008
Assinar:
Postagens (Atom)
